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<title>FórumEmprego.net Tag: angola - Recent Posts</title>
<link>http://forumemprego.net/</link>
<description>Falar sobre emprego, desemprego, trabalho, formação</description>
<language>en</language>
<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 18:05:11 +0000</pubDate>

<item>
<title>FD on "Belmiro de Azevedo e Daniel Bessa salientam importância de Angola como solução"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/belmiro-de-azevedo-e-daniel-bessa-salientam-importancia-de-angola-como-solucao#post-105</link>
<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 17:12:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">105@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Porto, 13 Mar (Lusa) - Belmiro de Azevedo e Daniel Bessa defenderam na noite de quinta-feira a importância de Angola para o combate ao desemprego em Portugal, como destino de emigração e dos produtos da exportação nacional.&#60;br /&#62;
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&#60;p&#62;O &#38;quot;patrão&#38;quot; da Sonae, que falava num debate sobre desemprego promovido no Porto pelo PSD, com a presença da líder do partido, referiu mesmo que aquele país africano pode ser o destino natural de parte dos engenheiros e técnicos qualificados que venham a perder o posto de trabalho caso a fábrica da Qimonda em Portugal feche as portas.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Às vezes, o que é mais difícil em Portugal é uma certa cultura, é as pessoas quererem emprego ali ao lado. A Qimonda, por exemplo, tem dois mil engenheiros e técnicos qualificados. É impossível arranjar empregos para todos eles [caso a fábrica encerre]. As pessoas vão ter de ir trabalhar noutro sítio: noutra parte de Portugal, da Europa ou do mundo&#38;quot;, disse.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Belmiro de Azevedo apontou o exemplo concreto de Angola, &#38;quot;seguramente um país que pode atrair muitas pessoas. Está no princípio do seu desenvolvimento e como tal dispõe de muitos empregos e não precisa de trabalho muito qualificado&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Daniel Bessa classificou Angola como &#38;quot;o país do mundo que mais contribui para resolver o problema do desemprego em Portugal&#38;quot;, nomeadamente porque &#38;quot;as exportações continuam a subir, sendo actualmente o quarto mercado para os produtos portugueses, à frente do Reino Unidos, Itália ou Estados Unidos&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Há 40 anos, os portugueses habituaram-se a vender para Angola coisas que não prestavam e que em muitos casos nem chegavam a entrar naquele país. Quem continua a pensar assim que se desengane: hoje a situação é diferente&#38;quot;, disse.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Apesar deste crescimento das exportações para Angola, o ex-ministro de António Guterres sublinhou que é apesar de tudo &#38;quot;um lugar de risco&#38;quot;, pelo que é preferível &#38;quot;não pôr todos os ovos&#38;quot; naquele país.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Daniel Bessa admitiu que, face à orientação comunitária de violação do Pacto de Estabilidade e Crescimento, Portugal pode transgredir os três por cento previstos para o défice desde que &#38;quot;não cometa o erro capital de gastar mais do que os outros&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Se é para gastar, gastemos. Agora, por favor, não gastemos maior percentagem do PIB do que os outros países, senão é o desastre: acabamos deitados fora da jangada que é o euro&#38;quot;, avisou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O economista, que defendeu &#38;quot;sem hesitação&#38;quot; um prolongamento do subsídio de desemprego, disse ter &#38;quot;alguma dificuldade em admitir que numa conjuntura como esta se despeça&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;O país está em dificuldades, a pedir o esforço de todos, e vem uma empresa despedir porque o número trabalhadores afecta os seus resultados? Isso cai muito mal. Não sei é se é possível impedir politicamente que isso aconteça&#38;quot;, afirmou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Por outro lado, frisou que o &#38;quot;assusta&#38;quot; ver o Estado a &#38;quot;pôr dinheiro em empresas só para salvar emprego. Isso é permissível a discricionariedades&#38;quot;, disse.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;E, tal como Belmiro de Azevedo, defendeu que o mais importante é criar riqueza - &#38;quot;emprego é presente, riqueza é futuro&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;O segundo governo de António Guterres teve a mais baixa taxa de desemprego, o que não impediu que tivesse sido o pior desde D. Maria&#38;quot;, ironizou Daniel Bessa, fazendo referência a um comentário atribuído ao antigo ministro das Finanças, Sousa Franco, após deixar aquele Executivo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Belmiro de Azevedo sublinhou que &#38;quot;as empresas têm como missão essencial criar riqueza, produzir serviços ou produtos para exportar, e delegaram no Estado - eventualmente mal - as funções sociais, pagando impostos e taxas sociais. O Estado é que deve usar bem esse dinheiro&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O empresário reafirmou a defesa da mobilidade laboral e da educação e formação permanente dos trabalhadores, sublinhando que para si &#38;quot;é preciso ganhar o direito a ter emprego. Não basta estudar, é preciso estudar, começar às sete ou oito da manhã e terminar quando o trabalho estiver feito&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Para haver uma oferta de emprego satisfatória temos de ser os melhores trabalhadores do mundo ou perto disso&#38;quot;, frisou, afirmando que, enquanto maior empregador nacional, o Grupo Sonae tem uma constante preocupação com a formação, que &#38;quot;em alguns casos nem implica nada de mais: para certos empregos basta saber ser simpático e sorrir, não é preciso nenhum curso universitário&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Belmiro de Azevedo defendeu que &#38;quot;os sindicatos terão de fazer uma correcção de trajectória quanto às suas eventualmente justas reivindicações de não deixar despedir. As pessoas não podem continuar a fazer a mesma coisa no mesmo sítio quando ela já não vende&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O padre Lino Maia, que falava em nome do sector económico solidário, sublinhou a importância deste segmento na criação de emprego, recordando que ele já tem mais colaboradores do que o dos transportes.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O sacerdote alertou para o fenómeno dos novos pobres, aqueles que há um ano já o eram por sobre-endividamento mas que viram a sua situação agravada com o desemprego.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;No final, Manuela Ferreira Leite, que assistiu em silêncio ao debate, afirmou que &#38;quot;a ideia-base que saiu do encontro é a de que nenhuma das intervenções sugeriu que as soluções passam pela intervenção do Estado&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;A iniciativa deve ser das empresas e das pessoas. O Estado complementa, mas o empreendedorismo e a criação de riqueza e de emprego não são competências suas&#38;quot;, disse.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Para a líder do PSD, &#38;quot;nenhuma das soluções apresentadas foi novidade, porque já tinham sido apresentadas&#38;quot; pelos sociais-democratas.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;MSP.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Belmiro-de-Azevedo-e-Daniel-Bessa-salientam-importancia-de-Angola-como-solucao.rtp&#38;amp;article=207904&#38;amp;visual=3&#38;amp;layout=10&#38;amp;tm=6&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Belmiro-de-Azevedo-e-Daniel-Bessa-salientam-importancia-de-Angola-como-solucao.rtp&#38;amp;article=207904&#38;amp;visual=3&#38;amp;layout=10&#38;amp;tm=6&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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<item>
<title>FD on "Revoltados, sem trabalho e dinheiro"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/revoltados-sem-trabalho-e-dinheiro#post-94</link>
<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 15:42:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">94@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;p&#62;Trabalhadores concentraram-se à porta da empresa que acusam de os ter enganado. Queixam-se de ter adiantado dinheiro para ir trabalhar para Angola, mas já estão há meses à espera de ir e sem receber vencimento&#60;br /&#62;
Ontem&#60;br /&#62;
TIAGO RODRIGUES ALVES&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Acenaram-lhes com salários acima dos 5 mil euros mensais para ir trabalhar na construção civil em Angola. O emprego era certo. Apenas precisavam de pagar 192 euros para as despesas burocráticas e rapidamente partiriam para o novo Eldorado africano.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Porém, as semanas passavam e as idas iam sendo adiadas pela empresa com a desculpa dos vistos. Alguns dos trabalhadores foram para França, com a promessa de seguir depois para África. Uns já voltaram sem receber nada, e outros continuam lá, também sem receber, mas prestes a regressar, pois nem dinheiro para comer têm. A grande parte dos que agora se queixam ficou cá e já não tem grandes esperanças de partir ou de reaver o dinheiro pago. Mas, prometem não desistir sem luta.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ontem, concentraram-se algumas dezenas de trabalhadores à porta da empresa Moredo Prestige, na Rua de Santa Catarina, no Porto. Querem os passaportes, o dinheiro e que se faça justiça. Vários agentes da PSP estavam à porta e no interior do escritório para serenar os ânimos. O JN tentou ouvir a versão da empresa, mas a gerente remeteu-se ao silêncio e apenas os que tinham passaportes a reclamar passavam da porta da rua. Cá fora, os restantes davam largas à indignação.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Paguei seiscentos euros. Mandaram-me despedir em Dezembro, que arrancava em Janeiro. Ainda cá estou e ando há três meses a ter de pagar carro, casa, luz água e comida, sem receber nada&#38;quot;, explicava, ao JN, um dos contestatários. &#38;quot;Eu paguei quase duzentos. Tinha tudo pronto, até já tinha os papéis para levar os medicamentos no avião e anularam-me a viagem na última semana&#38;quot;, desabafava outro. &#38;quot;Não dão a cara e ninguém vê o dinheiro. Devem-me dois mil euros&#38;quot;, reclamava Gilcrécio Morais, recém chegado de França.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;De acordo com alguns dos trabalhadores que subiram ao escritório, estavam dezenas de passaportes em cima de uma mesa. O número de pessoas afectadas, ninguém sabe ao certo, mas os operários estimam que sejam várias centenas ou mesmo milhares. Igual ponto de vista tem o presidente do Sindicato de Trabalhadores da Construção do Norte (STCN), Albano Ribeiro.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Havia dias em que aquela empresa tinha mais de duzentas pessoas à porta&#38;quot;, recorda. E diz que tem conhecimento de várias outras empresas a agir desta maneira. &#38;quot;Penso que a Judiciária deve investigar porque vão surgir mais casos destes, não só em França, como na Inglaterra, Holanda e até a Noruega&#38;quot;, antecipa Albano Ribeiro e reafirma que o panorama é grave: &#38;quot;As autoridades têm de tomar medidas porque existem verdadeiras redes mafiosas que, articuladas com redes estrangeiras, estão a levar trabalhadores portugueses para fora&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Segundo contas do sindicato, há cerca de 120 mil operários no estrangeiro. Uma tendência que tende a aumentar com a subida do desemprego. E, &#38;quot;porque há quem viva à custa da miséria, as burlas também vão aumentar&#38;quot;, antecipa o presidente do STCN. As burlas serão ainda potenciadas pelo facto de muitos dos que recorrem à emigração, através da construção civil, serem originários de outros sectores e não estarem habituados a estas práticas. Por isso, Albano Ribeiro aconselha todos aqueles que pretendam ir para o estrangeiro a contactar os sindicatos para saberem o melhor modo de agir. &#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1171368&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1171368&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "200 professores a caminho de Angola"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/200-professores-a-caminho-de-angola#post-79</link>
<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 16:59:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">79@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote&#62;&#60;p&#62; Portugal vai enviar, este mês, 200 professores para Angola para promover o ensino do português e reforço do ensino secundário, projecto financiado em 5,4 milhões de euros pelo Fundo da Língua Portuguesa, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A aprovação do Projecto &#38;quot;Saber Mais&#38;quot;, que define o enquadramento do envio dos docentes portugueses, saiu da primeira reunião do Fundo, que decorreu esta manhã no MNE.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Além da &#38;quot;melhoria das competências técnicas e da capacitação dos professores do ensino secundário na utilização dos conteúdos programáticos vigentes&#38;quot;, o projecto visa &#38;quot;a instalação de centros de recursos para apoio pedagógico nas províncias-alvo, a formação de equipas de coordenação pedagógica local e a criação de redes de formadores nacionais de referência no ensino angolano&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Estão abrangidas as províncias do Cuanza Sul, Benguela, Namibe, Moxico e Cunene.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O custo total do projecto está orçado em 10,15 milhões de euros, contribuindo o Fundo com 5,4 milhões de euros.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Deste total, 1,7 milhões serão desembolsados este ano e os restantes 3,7 milhões em 2010.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O envio de professores portugueses para Angola foi anunciado em Julho do ano passado, durante uma visita de trabalho a Luanda do primeiro-ministro português, José Sócrates.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, inicia na terça-feira uma visita de dois dias a Portugal. &#60;/p&#62;
&#60;p&#62;De acordo com o MNE, a coordenação e execução do projecto &#38;quot;Saber Mais&#38;quot; está a cargo do Ministério da Educação de Angola e do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Os destinatários são professores e candidatos a professores do Ensino Secundário angolano e a população estudantil.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62; Com uma dotação de 30 milhões de euros o Fundo visa apoiar ao ensino da língua portuguesa e a formação de tradutores e intérpretes para as organizações internacionais que tenham o português como idioma oficial de trabalho.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62; Nos próximos dois anos, outros países de língua oficial portuguesa deverão ser alvo de medidas semelhantes, prevendo-se o envio de um total de 600 professores.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A segunda reunião da Comissão Interministerial do Fundo da Língua está prevista para o próximo mês de Abril.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1165212&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1165212&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Aumento do desemprego desloca portugueses para Angola"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/aumento-do-desemprego-desloca-portugueses-para-angola#post-78</link>
<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 16:57:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">78@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote&#62;Com o desemprego a aumentar, muitos são os portugueses que decidem ir ou retornar a Angola. No dia em que o presidente angolano inicia uma visita a Portugal, a reportagem da TSF conta a história de um português que partiu há um ano para Angola, onde pensa ficar por muitos e bons anos.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
Com uma casa nova por pagar ao banco e três filhas em idade escolar, Martim Pinheiro e Melo viu que o seu ordenado não chegava até ao fim do mês.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
Há cerca de um ano optou por partir para Angola, onde actualmente trabalha numa firma holandesa de dragagens na zona do Soyo, onde vai ficar instalada uma refinaria.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
Martim Pinheiro e Melo garante que são cada vez mais os portugueses a procurarem o país africano.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
Recentemente regressou a Portugal, onde e com alguma surpresa, não faltaram amigos a pedir-lhe ajuda.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
No seu caso, Martim Pinheiro e Melo deixou a família em Portugal, mas sublinha que são muitos os que optam por levar a família.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
A ganhar substancialmente mais do que em Portugal e enquanto no seu país não tiver trabalho, Martim Pinheiro e Melo não pensa voltar.&#60;/blockquote&#62;
&#60;br /&#62;
&#60;a href=&#34;http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1165975&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1165975&#60;/a&#62;</description>
</item>
<item>
<title>FD on "Baixos salários provocam mal-estar entre trabalhadores da Teixeira Duarte-Angola"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/baixos-salarios-provocam-mal-estar-entre-trabalhadores-da-teixeira-duarte-angola#post-26</link>
<pubDate>Wed, 25 Fev 2009 10:27:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
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<description>&#60;blockquote&#62;&#60;p&#62;Baixos salários provocam mal-estar entre trabalhadores da Teixeira Duarte-Angola&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ricardo Batista&#60;br /&#62;
25 de Fevereiro de 2009&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Os &#38;quot;baixos salários&#38;quot; praticados pela construtora Teixeira Duarte-Angola são a razão principal para o mal-estar prolongado que se vive na empresa, acusam os trabalhadores.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Depois de uma greve em 2007, a última paralisação na construtora de capitais portuguesas e angolanos terminou a 13 de Fevereiro, tendo os funcionários retomado o trabalho só depois da administração prometer a resolução dos problemas até Abril.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Apesar de terem regressado ao trabalho, a maior parte dos cerca de 2500 trabalhadores, segundo números divulgados pela imprensa angolana, continuam insatisfeitos com as condições laborais.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;O maior problema é que os menos de 30 mil kwanzas (290 euros) que pode ganhar um pedreiro experiente, não são aceitáveis. E há salários muito mais baixos&#38;quot;, disse um trabalhador angolano da Teixeira Duarte-Angola, uma das mais importantes empresas de construção civil no país.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Outra das queixas dos funcionários da Teixeira Duarte-Angola é a &#38;quot;diferença muito grande&#38;quot; entre os salários pagos pela empresa aos trabalhadores estrangeiros, na sua maioria portugueses, e os nacionais, mesmo que &#38;quot;tenham categorias semelhantes&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Há ainda, no pacote de reclamações dos trabalhadores, a questão do subsídio de alimentação, que, segundo disse à Lusa um trabalhador da empresa, ronda os 300 kwanzas para funcionários sem cargos de chefia, exigindo estes &#38;quot;pelo menos 900&#38;quot;, (cerca de 8,5 euros) e ainda aumentos semelhantes no subsídio de transporte.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Com um ajudante de pedreiro a ganhar 15.500 kwanzas, segundo um funcionário, os trabalhadores exigem ainda o pagamento atempado do subsídio de férias.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A situação da segurança no trabalho é também referida pelos trabalhadores como área que &#38;quot;tem de ser melhorada&#38;quot;.&#60;br /&#62;
A Lusa tentou, sem sucesso, chegar à fala com a administração da Teixeira Duarte-Angola.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Segundo disseram à Lusa trabalhadores, a empresa comprometeu-se a resolver os problemas até Abril, razão pela qual foi suspensa a greve.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O secretário executivo da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), Francisco Jacinto, confrontado com esta situação, afirmou que o sindicato &#38;quot;está preocupado com a realidade salarial&#38;quot; em empresas &#38;quot;consideradas de primeiro nível&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Não se compreende que empresas de 1º nível possam ter trabalhadores a ganhar 16 mil kwanzas ou pouco mais que isso&#38;quot;, disse Francisco Jacinto.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Por muito que se pense sobre esta realidade, não se encontram razões para ela&#38;quot;, acrescentou, afirmando ainda que se &#38;quot;exige&#38;quot; a estas empresas que &#38;quot;proporcionem boas condições de trabalho&#38;quot; aos funcionários.&#60;br /&#62;
A Teixeira Duarte-Angola tem ainda forte presença em sectores como a restauração, hotelaria e a venda de automóveis. &#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://www.construir.pt/2009/02/25/baixos-salrios-provocam-mal-estar-entre-trabalhadores-da-teixeira-duarte-angola/&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://www.construir.pt/2009/02/25/baixos-salrios-provocam-mal-estar-entre-trabalhadores-da-teixeira-duarte-angola/&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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<title>FD on "Angola, novo Eldorado para a saída da crise"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/angola-novo-eldorado-para-a-saida-da-crise#post-6</link>
<pubDate>Mon, 16 Fev 2009 17:36:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
<guid isPermaLink="false">6@http://forumemprego.net/</guid>
<description>&#60;blockquote cite=&#34;//jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135829&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Milhares de portugueses debandam em busca de novas oportunidades de trabalho&#60;br /&#62;
2009-02-08&#60;br /&#62;
FERNANDO BASTO&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;São já mais de 80 mil os portugueses emigrados em Angola. Aquele país africano é visto como o novo Eldorado para trabalhadores e empresários portugueses. Dois voos diários são já insuficientes.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Porto, 4 de Fevereiro, 10 horas. Ana Rodrigues, 49 anos, impacienta-se frente ao balcão da Consulta do Viajante. Há mais de um mês que tem marcada a consulta médica indispensável para obter o visto que, em breve, lhe vai permitir ir trabalhar para Angola. Mas tem de aguentar. Os centros de saúde apenas com muita dificuldade conseguem dar vazão a tantos pedidos de vacinação. Ana, administrativa no Marco de Canaveses, reconforta-se com um pensamento: em breve, vai viver num clima quente, como gosta, e passar a auferir 2300 euros mensais contra os miseráveis 750 que tem levado para casa.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Porto, Hotel Sheraton, 5 de Fevereiro, 10 horas. Centenas de empresários nortenhos enchem um vasto salão para ouvirem falar sobre as relações económicas entre Portugal e Angola. Para gáudio da assistência, uma instituição bancária acena-lhes com possibilidades de crédito para a internacionalização das empresas. Na mesa, um perito aguça-lhes o apetite com números: as exportações para Angola cresceram mais de 30% só nos primeiros 10 meses do ano passado. Contudo, alguém alerta: &#38;quot;Angola não é uma nova árvore das patacas. É um mercado exigente, que requer muito trabalho e qualidade&#38;quot;.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana Rodrigues e as centenas de empresários que, no Porto, sonham com Angola representam a esperança com que muitos milhares de portugueses de Norte a Sul do país olham a ex-colónia portuguesa. O desemprego e a falta de oportunidades parecem estar a encontrar respostas naquele país africano, onde a árdua tarefa de reconstrução nacional exige braços esforçados e grandes investimentos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Os dois voos diários para Luanda - operados pela TAP e TAAG - são já insuficientes para tamanha debandada. Isabel Palma, do Gabinete de Comunicação da TAP, confirmou ao JN que, no ano passado, a companhia tranasportou mais de 156 mil passageiros na rota Lisboa-Luanda-Lisboa. Ou seja, um aumento de 13% face a 2007. O objectivo da companhia é o aumento do número de voos semanais de forma a dar resposta à elevada procura. Também na TAAG, Agnela Wilper confirmou ao JN a intensa procura que tem sido registada nos voos entre Lisboa e Luanda.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;E como para a obtenção do visto de entrada em Angola é obrigatória uma vacinação prévia, as consultas do viajante de todo o país estão a ter grande dificuldade em dar vazão a tantos pedidos. Delfina Antunes, directora do Departamento de Saúde Pública do Norte, confirmou ao JN que dos 13500 utentes atendidos em 2008 nos cinco centros da região com consulta de viajante (três no Porto, um em Braga e um em Viana do Castelo), 9500 tinham como destino o continente africano. Destes, 70% rumavam a Angola.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Para aumentar a rapidez de atendimento - no momento, a marcação de uma consulta pode demorar cerca de um mês - serão abertos mais dois centros de saúde em Bragança e Vila Real, além de alargados os períodos de funcionamento e instalado um programa informático de gestão integrada de marcação de consultas.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Rui Encarnação, responsável pelo portal Netempregos, revelou ao JN que tem tido cerca de 150 ofertas de emprego por mês para Angola. &#38;quot;Em média, para cada oferta de emprego, recebemos cerca de 450 candidaturas&#38;quot;, realçou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;E o futuro trará ainda mais oportunidades aos portugueses, como afirmou ao JN Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135829&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135829&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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<title>FD on "&#34;Até para semear couves eu emigrava para Angola!&#34;"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/quotate-para-semear-couves-eu-emigrava-para-angolaquot#post-5</link>
<pubDate>Mon, 16 Fev 2009 17:33:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
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<description>&#60;blockquote cite=&#34;//jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135830&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Portugueses partem em busca de trabalho e ordenados &#38;quot;chorudos&#38;quot;. Os que já lá estão rejeitam a ideia de &#38;quot;Eldorado&#38;quot; e falam em trabalho árduo, mas compensador. E cada vez há mais quem queira partir&#60;br /&#62;
2009-02-08&#60;br /&#62;
FERNANDO BASTO&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Eu nem que tenha que ir semear couves e batatas, prefiro ir para Angola do que ficar por cá. Sempre vou para um país mais quente. Além de ir ganhar o triplo, claro!&#38;quot;. Ana Rodrigues já não acreditava que, com 49 anos de idade, iria encontrar emprego com tanta facilidade.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Foi no Verão. Fui à Net e vi um anúncio a pedir escriturários para trabalhar numa empresa portuguesa em Luanda. Concorri e fui chamada no início de Janeiro&#38;quot;, revelou, com um brilho no olhar.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O facto de ter nascido em Angola - apesar de ter nacionalidade portuguesa - foi uma vantagem. Para os empresários portugueses - que só podem contratar fora de Angola um terço dos seus trabalhadores - dar emprego a um trabalhador com nacionalidade angolana é uma vantagem: obtém vantagens fiscais e liberta mais uma vaga na sua quota de trabalhadores portugueses.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana trabalha como escriturária em Marco de Canaveses. Descontente com o parco ordenado de 750 euros, o que também ali a desespera é a falta de perspectivas de desenvolvimento profissional. &#38;quot;Há uns dois anos que tenho sentido a necessidade de emigrar. Vou pelo salário, claro, pois vou ganhar 2300 euros, além do alojamento e refeições oferecidos pela empresa. Mas sentia necessidade de sair deste país para fora&#38;quot;, confessou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ana tem uma outra vantagem: não tem &#38;quot;amarras&#38;quot;, é solteira. O mesmo não pode dizer Paulo Pereira, 42 anos, segurança, residente em Castelo de Paiva. Quando o tema da conversa é emigrar para Angola, o seu rosto queda-se triste e apreensivo. Sabe que no próximo dia 20 embarca rumo a Viana, uma pequena cidade da província de Luanda, onde vai trabalhar para uma empresa de segurança privada e... ganhar bastante mais do que os 800 euros mensais que agora leva para casa.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Por cá, ficam a mulher e as suas duas filhas, de 16 e 18 anos. &#38;quot;Eu aqui tenho a minha vida estável, mas penso muito no futuro das minhas filhas e do que lhes poderei dar. As saudades são a parte pior disto tudo&#38;quot;, referiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Paulo Pereira conta &#38;quot;aguentar&#38;quot; por lá dois ou três anos. Tem receio das doenças e da insegurança que por lá possa encontrar. &#38;quot;Gostava de dar-me bem por lá e poder, mais tarde, levar a família comigo&#38;quot;, consentiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Com ele, vai também Vítor Almeida, 36 anos, residente em Castelo de Paiva. Desempregado há já dois anos, depois de ter dado 10 anos da sua vida ao Exército, a oferta de trabalho para Angola foi a única que lhe surgiu depois de meses e meses à procura de algo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Vou com ânimo, pois sei que, finalmente, vou ter um emprego para trabalhar&#38;quot;, afirmou, com satisfação. Lamenta que toda a dedicação que entregou à vida militar - participou em três missões de paz de seis meses na Bósnia - de nada lhe tenha valido. &#38;quot;Quando cheguei ao fim dos contratos, vim de lá com uma mão à frente e outra atrás&#38;quot;, lastimou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Deixa a mulher - também desempregada - e dois filhos, de 10 e 12 anos, em Castelo de Paiva para trabalhar em segurança privada. &#38;quot;O meu patrão oferece uma determinada quantia mais se eu quiser levar a família comigo, mas para já prefiro ver primeiro se me vou adaptar ou não&#38;quot;, revelou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Momento bom&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Jorge Correia, 52 anos, está na cidade de Huambo (ex-Nova Lisboa) desde 2002. Em Portugal, deixou a família a tomar conta da empresa de materiais de construção que implementou em Oliveira do Bairro, há 12 anos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Quando começaram as dificuldades na construção civil e os negócios enfraqueceram, decidi vir para o Huambo, onde comprei uma empresa de construção civil e obras públicas&#38;quot;, contou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Jorge Correia confirma que este é um momento bom para investir em Angola. &#38;quot;Isto não é fácil, não é nenhuma árvore das patacas. Tenho avisado muitos portugueses de que é preciso saber trabalhar e, sobretudo, saber respeitar o povo daqui. Há quem venha ainda com um espírito colonialista e perca a noção da liberdade que este país tem. E isso é muito mau para quem quer vingar aqui&#38;quot;, sublinhou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A mesma ideia é partilhada por Rui Santos, um português radicado em Luanda desde 2002, onde criou uma empresa de consultadoria, que dá apoio à internacionalização de empresas.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;O empresário português não pode ver Angola como uma extensão de Portugal. É um mercado diferente, que exige uma abordagem diferente. E quem não percebe isto, enterra-se!&#38;quot;, realçou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Pela sua mão, mais de 60 empresas &#38;quot;nasceram&#38;quot; em Angola, na sua maioria de capitais portugueses. &#38;quot;Estamos num país que tem pela frente uma vasta obra de reconstrução nacional. Há obras por todo o lado e, por isso, há ainda mercado para muitas mais empresas&#38;quot;, revelou. &#38;quot;Temos clientes do Vale do Ave, do sector dos têxteis e calçado, que trouxeram para cá as máquinas e estão a safar-se lindamente! É que há aqui 18 milhões de pessoas para vestir e calçar&#38;quot;, salientou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Faltam professores&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Rui Santos realça como sectores ávidos de investimento os da saúde (material hospitalar e medicamentos), tecnologias da informação, marketing e publicidade, agricultura e pescas e formação. &#38;quot;Aqui há uma grande falta de professores de todas as áreas. Criar uma escola é ter alunos garantidos logo à partida&#38;quot;, revelou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Contudo, deixou um conselho: &#38;quot;Os portugueses que queiram investir aqui em Angola devem procurar apoio especializado e não virem com base em saudosismos e paternalismos, recorrendo a familiares e amigos&#38;quot;, sustentou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;João Machado, 49 anos, angolano filho de portugueses e contabilista em Malange, admite ao JN que trabalhar naquele país &#38;quot;não é um mar de rosas&#38;quot;. E esclarece: &#38;quot;Quem quiser trabalhar muito pode ter a certeza de que também vai ganhar muito. Agora, quem estiver habituado a trabalhar oito horinhas por dia e o resto é para descansar, pode estar certo de que aqui não vai ter futuro&#38;quot;, deixou claro.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Essa mesma percepção do que é a vida laboral em terras angolanas tem António Pimentel, um engenheiro civil que, desde 2007, trocou Coimbra pelo Lobito, uma cidade da província de Benguela.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Na cidade do Mondego, explorava uma empresa familiar de administração de condomínios. Apesar dos negócios correrem bem, as perspectivas de desenvolvimento eram escassas. Em 2007, fez as malas, deixou para trás a mulher e dois filhos e foi exercer engenharia civil no Lobito. Hoje, dois anos depois, agora com a família ao seu lado, António Pimentel está a montar uma empresa de produtos médicos, já que a mulher está ligada ao sector da saúde.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Angola é apelativa ao trabalho. Em Portugal, as pessoas têm a ideia de que isto é o Eldorado, mas desenganem-se. Há muita concorrência, principalmente dos chineses e brasileiros que para cá vêm, e é preciso trabalhar muito&#38;quot;, frisou.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Vontade de partir&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Sérgio Rodrigues, casado, 35 anos, residente em Coimbra, possui muita experiência na área da pintura e construção civil. Desempregado há um ano, tem tentado arranjar emprego em Angola, mas ainda nada conseguiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;&#38;quot;Tenho um amigo que é pedreiro e ganha lá quatro mil euros por mês, quando aqui ganharia apenas uns mil euros&#38;quot;, referiu. Vai continuar a tentar a sua sorte, pois &#38;quot;aqui em Portugal já não há mais condições de vida&#38;quot;. Também Telmo Figueiredo, 34 anos, casado, funcionário judicial em Aveiro, procura um lugar em serviços sociais ou jurídicos ou recursos humanos em Angola. &#38;quot;Em Dezembro, ofereceram-me uma viagem para ir visitar um familiar em Cabinda. Não fui pelas dificuldades que Angola criou. Até queriam que eu levasse 200 dólares por cada dia de estadia!&#38;quot;, revelou.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135830&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/paginainicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1135830&#60;/a&#62;
&#60;/p&#62;</description>
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<title>FD on "Angola lidera oferta de emprego"</title>
<link>http://forumemprego.net/topic/angola-lidera-oferta-de-emprego#post-4</link>
<pubDate>Mon, 16 Fev 2009 17:30:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>FD</dc:creator>
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<description>&#60;blockquote cite=&#34;//jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1145373&#38;quot;&#34;&#62;&#60;p&#62;Angolanos com formação superior recrutados em Portugal para ir trabalhar em África&#60;br /&#62;
RICARDO PAZ BARROSO&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;A 14ª Feira de Emprego e Formação de Lisboa, que decorre desde ontem e termina hoje, está dominada pela oferta de emprego para Angola, com mil vagas. O alvo não são os portugueses mas sim os angolanos com curso superior português.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Angola está na berra num momento em que o emprego na Europa definha a passos largos. Um bom exemplo disso é a Feira de Emprego e Formação de Lisboa, que começou ontem e termina hoje, no Hotel Vip Zurich: Das quatro mil ofertas de emprego disponíveis, mil referem-se ao mercado de trabalho angolano, com propostas que variam entre os 2000 e os 5000 dólares mensais de remuneração. Mas desiludam-se os portugueses que julgam estar-lhes reservada tanta oferta de emprego. O alvo são antes os próprios angolanos, neste caso os que residam em Portugal, sobretudo os que tiraram formação superior numa universidade portuguesa.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;É que, explicou João Afonso, da Jobfair, empresa que organiza o evento e que também faz recrutamento, &#38;quot;as leis de trabalho em Angola obrigam as empresas sediadas naquele país a preencher 80% dos recursos humanos com angolanos&#38;quot;. Outros africanos de expressão lusófona também terão facilidade em conseguir um daqueles empregos, pois &#38;quot;Angola facilita mais a vida aos outros PALOP's do que aos portugueses, cuja integração sofre muitos obstáculos por parte das autoridades&#38;quot;, referiu.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ou se ja, admitiu João Afonso, &#38;quot;apenas 50 destas vagas são destinadas a portugueses e só para preencher cargos de topo, mais ligados a gestão, sendo necessárias pessoas com bastante experiência&#38;quot;. Ainda assim, os responsáveis da Jobfair ali presentes admitem conseguir apenas preencher 50% das vagas, que incluem ofertas para engenheiros para várias especialidades, gestores, sobretudo de recursos humanos, entre muitos outros empregos.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Mas nem só de África é feita esta feira, que ontem recebeu cerca de quatro mil visitantes, um número abaixo do esperado. Quem sonha em voar no trabalho, qual Ícaro rumo ao sol, vai encontrar na Ryanair, uma empresa aérea 'low-cost', uma oportunidade de cumprir o sonho. São 280 vagas para comissários e assistentes de bordo.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;O curso de formação é dado no Porto, sendo pago pelo formando, e, se tudo correr bem, consegue um contrato de três anos coma companhia, embora vá ter que se mudar para uma das 31 bases de operação da Ryanair espalhadas pela Europa, sendo apenas três na Península Ibérica (Madrid, Alicante e Girona). Um sonho que, a cumprir-se, saldar-se-á num vencimento entre os 1200 e os 1400 euros mensais. Só depois, num contrato sem termo, é que o ordenado líquido poderá subir para os 1800 a 2000 euros. Garantidas estão cerca de três a seis viagens de trabalho por dia.&#60;/p&#62;
&#60;p&#62;Ao todo, cerca de 20 empresas estão presentes, de áreas como banca, call centers, escolas e universidades, retalho, formação, transportes, apoio ao cliente, recrutamento e selecção, forças armadas, eventos, beleza, audiovisuais, trabalho temporário, turismo e consultoria.&#60;/p&#62;&#60;/blockquote&#62;
&#60;p&#62;&#60;a href=&#34;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1145373&#34; rel=&#34;nofollow&#34;&#62;http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1145373&#60;/a&#62;
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