É uma arma para a guerra do emprego. E você tem que saber manusear, caso queira, pelo menos, chegar à entrevista.
O emprego que quer conquistar pode estar dependente deste cartão de visita. Quer fazer parte da pilha de currículos que está adormecida na secretária do possível empregador ou acabar no caixote destinado aos papéis?
Deixar o acaso definir o emprego que vai ter não é boa política. Vamos então, aos “factos”.
A primeira impressão, apesar de não ser tudo, é importante. O currículo que enviar tem que marcar a diferença. Esqueça qualquer ideia bizantina de fazer uma auto-biografia, repleta de informações pessoais. A religião, o clube pelo qual torce e hobbies aborrecidos são uma absoluta perda de tempo. Mas pode deixar sempre a indicação do blogue ou do site que é fruto da sua criação. O que é que está a fazer? Não maça o empregador com detalhes, mas não fecha a porta à curiosidade que exista sobre si.
O currículo quer-se sem “gorduras”. Sugere-se curto, directo e, sobretudo, honesto.
Mencionar as razões pelas quais saiu dos anteriores empregos é informação que não pode nem deve ser escondida. Muitas vezes ficam de fora e só contribuem para alimentar qualquer desconfiança.
Não embrulhe as palavras com palavras “esdrúxulas”. Diga ao que vai. A eficácia conquista-se com simplicidade. Demasiada “cosmética” no currículo leva o empregador a suspeitar que pode estar a esconder a verdadeira idade.
Coloque-se na pele do empregador. O que quer ele de um candidato? Diga-lhe que valor acrescentado vai trazer para a empresa. Trace dois ou três pontos fortes, sublinhe a experiência, se tiver, e a vontade de aprender, sempre.
Tente seguir a base de alguns dos modelos de currículos que estão semeados pela Internet, por exemplo, mas seja ousado sem cair no absurdo (cuidado que a linha às vezes pode ser mesmo muito ténue). Não fique formatado ou agrilhoado ao que é politicamente correcto. Não é preciso fazer o pino. Pode esquecer a carta de apresentação, tão vulgarizada, e optar pelo vídeo. Eis uma ideia para aprofundar numa próxima edição. Hoje, aqui ficam alguns mandamentos. Sem dogmas.
7 mandamentos
> O tamanho também importa. O da letra, explique-se. O suficiente, pelo menos, para se ler.
> O estilo também conta. Muito “estilo” dramatiza o currículo e acaba quase sempre… mal.
> Não abuse das cores.
> O currículo deve ter apenas uma página. Tem mais hipóteses de ser lido. Na entrevista pode entregar outro mais elaborado.
> Nunca falar da remuneração pretendida. É mau… negócio.
> Mostre a amigos e conhecidos. E peça uma crítica isenta. E a doer se for preciso. Permite-lhe, depois, limar algumas arestas.
> Enderece o currículo à pessoa certa. Certifique-se que não vai parar às mãos erradas. Todo o esforço pode cair por terra.
