2009/03/10 06:04 Paula Gonçalves Martins
Lojas baixam preço dos alimentos, oferecem pão e criam receitas económicas. Vale tudo para ajudar clientes a fugir à crise
A crise não é para todos. Se em alguns sectores há dezenas de empresas a fechar portas, a despedir pessoas ou a reduzir trabalho, noutros a actividade vai de vento em popa.É o caso da distribuição, que parece ter encontrado a fórmula certa para contornar a crise e se prepara para abrir novas lojas e criar novos postos de trabalho.
«Não obstante a crise financeira internacional, as empresas de distribuição em Portugal irão continuar com os seus planos de expansão, não se prevendo grandes alterações no sentido da redução ou suspensão desses planos», assegurou José António Rousseau, director-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, à Agência Financeira.
Fazer da crise uma oportunidade
Entre as várias insígnias existentes em Portugal, está planeada a abertura de mais de 70 superfícies comerciais. A Jerónimo Martins, que detém as cadeias Pingo Doce e Feira Nova, pretende abrir sete espaços este ano, embora admita que o investimento vai ser mais reduzido em 2009 do que em 2008.
A cadeia que mais lojas pretende abrir nos próximos anos é a do Minipreço: 30 a 40 novas lojas por ano até 2010, criando 250 a 300 postos de trabalho.
Quanto ao grupo Os Mosqueteiros, responsável pela cadeia Intermarché, entre outras, pretende abrir 20 novas lojas este ano.
O sector da distribuição costuma criar cerca de 10 mil postos de trabalho por ano e «não se prevêem despedimentos no sector, como já foi publicamente anunciado pelos líderes dos dois maiores grupos portugueses de distribuição, a Jerónimo Martins e a Sonae. Pelo contrário, a expansão através da abertura de novas lojas irá proporcionar a criação de novos postos de trabalho», acrescentou José António Rousseau.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1048152&div_id=1728
