Desemprego: 55 por cento dos desempregados recebem mais subsÃdio que antes, diz ministro Vieira da silva
20h10mLisboa, 03 Mar (Lusa) - O ministro do Trabalho recusou hoje a possibilidade de alterar o regime de subsÃdio de desemprego e assegurou que 55 por cento dos desempregados recebe a prestação durante mais tempo e que apenas oito por cento recebe menos que no anterior regime.
"A maioria dos desempregados, mais de 55 por cento, recebe hoje mais tempo de subsÃdio de desemprego do que com o anterior regime", disse José António Vieira da Silva, que falava aos jornalistas no final de uma audição parlamentar.
Na Comissão Parlamentar de Trabalho, onde foi questionado ao longo da tarde, o ministro disse que 35 por cento dos desempregados recebem o mesmo de subsÃdio de desemprego que receberiam com o anterior regime.
"Mas a questão do desemprego não se resume ao subsÃdio, é muito mais importante, em termos sociais, que se proteja o emprego existente", acrescentou aos jornalistas salientando que é nessa área que está a ser feito o maior investimento do programa governamental "Investimento e Emprego".
Segundo o ministro, os gastos com o subsÃdio de desemprego aumentaram 8,5 por cento em Janeiro, relativamente ao mesmo mês do ano passado.
Em resposta à s acusações do PCP de que a taxa de cobertura do subsÃdio de desemprego tem vindo a baixar progressivamente, Vieira da Silva garantiu que o número de desempregados com subsidio não tem baixado, o que tem acontecido é que tem havido maior fiscalização para evitar casos de fraude.
O ministro aproveitou a oportunidade para lembrar algumas das medidas que estão em curso para promover o emprego e ajudar os desempregados a voltarem ao mercado de trabalho, nomeadamente a criação dos Gabinetes de Apoio e Inserção dos Desempregados, para os quais já foram recebidas 222 candidaturas.
"Estes Gabinetes podem funcionar como extensão dos Centros de Emprego, em locais onde estes não existem, permitindo um contacto mais fácil com os desempregados e dar uma resposta tão rápida quanto possÃvel à s situações de desemprego, não permitindo o isolamento dos desempregados", disse.
Segundo o ministro, estes gabinetes servem também para "divulgar o que é possÃvel fazer em resposta à crise".
RRA.
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