Os pedidos de ajuda ao Provedor do Trabalho Temporário dispararam nos três primeiros meses do ano, com as questões relacionadas com a cessação de vínculos laborais a dominarem os temas.
Em entrevista, o provedor Vitalino Canas explicou que até ao final de Março recebeu 35 pedidos de ajuda, o que representa já mais de 70 por cento do total recebido desde a criação desta figura jurídica, há um ano e meio.
«A natureza das questões que nos colocam hoje é ligeiramente diferente e nestes processos que nos estão a entrar verificámos que há um número bastante significativo de processos que têm que ver com a cessação do contrato ou do vínculo laboral» , disse Vitalino Canas à agência Lusa.
Para Vitalino Canas, o acréscimo de processos prende-se, por um lado, com o aumento da notoriedade da figura do Provedor do Trabalho Temporário, mas também poderá estar associado ao facto de este ser um sector particularmente afectado pela crise.
O primeiro relatório de actividade do Provedor do Trabalho Temporário será divulgado terça-feira em conferência de imprensa.
O Provedor do Trabalho Temporário foi criado em Julho de 2007, por iniciativa da Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego (APESPE).
Diário Digital / Lusa
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