27.03.2009 - 13h14
Em Janeiro deste ano, comparando com o período homólogo de 2008, registaram-se perdas de 17,1 por cento no volume de negócios e de 4,8 por cento no emprego, segundo dados oficiais divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística espanhol.
A deterioração da economia espanhola e a quebra no consumo – fenómeno que não se vivia desde a última crise de 1993 - afundaram o sector dos serviços.
Janeiro foi o nono mês consecutivo de quedas nas vendas do sector e o sétimo no que diz respeito às perdas de emprego. É a maior descida recolhida pelo INE desde que começou a divulgar estes dados, em 2003.
As quebras não se ficam só pelo sector dos serviços, estendem-se a todos os sectores. As maiores quedas em negócios ocorreram no comércio - menos 20,1 por cento -, seguindo-se o transporte - menos 17,1 por cento - e serviços a empresas - menos 13,2 por cento. Nem o turismo - menos 7,6 por cento – e as tecnologias da informação - menos 6,7 por cento – escaparam.
Os únicos aumentos registados foram nos serviços de investigação e segurança - mais 2,2 por cento - e nas actividades administrativas de escritórios - mais 1,5 por cento.
No que diz respeito ao emprego, os sectores mais abalados foram os serviços a empresas – com uma queda de 7,1 por cento – o turismo – 5,3 por cento – seguidos pelo comércio e pelo transporte – ambos com 4 por cento -, segundo o jornal El País.
Governo Espanhol aprova reformas para liberalizar os serviços
O Conselho de Ministros espanhol deverá aprovar hoje um decreto-lei com um pacote de reformas estruturais para combater a crise. O pacote incluirá questões tributárias e financeiras. O Executivo irá debater a liberalização da actividade no sector dos serviços.
Na mesa estará a aprovação de um projecto-lei sobre Livre Acesso e Exercício das Actividades de Serviços, que transpõe os princípios gerais da directiva europeia, como sendo a eliminação das autorizações redundantes, a simplificação dos processos administrativos e medidas para garantir a protecção dos usuários, segundo o jornal espanhol El País.
A Lei do Comércio promete ser a mais polémica, visto que prevê a eliminação da autorização autonómica para supermercados e grandes superfícies, salvo raras excepções.
