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Têxtil, vestuário e construção à frente no desemprego (1 mensagem)

Cerca de 30 por cento dos desempregados do distrito de Braga são oriundos do sector têxtil e do vestuário. De acordo com os últimos dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, 7 550 actualmente inscritos nos centros de emprego à procura da nova colocação são trabalhadores da indústria de vestuário, enquanto 6 043 trabalharam em empresas têxteis.

O sector da construção civil ocupa o terceiro lugar no que diz respeito à contribuição para as estatísticas de desemprego no distrito de Braga com 4 779 trabalhadores inscritos.
Do sector do comércio a grosso e retalho há 4 080 desempregados registados nos centros de emprego de Braga, Barcelos, Guimarães, Famalicão e Basto.

No mês de Janeiro, o desemprego no distrito de Braga agravou-se de forma significativa. No final do último mês, estavam inscritos nos centros de emprego 45 080 trabalhadores, mais 3 479 do que em Dezembro. Se contabilizarmos os ocupados em programas especiais de emprego, o número de desempregados sobe para 46 358. Destes, 41 406 estão à procura de novo emprego.

O serviços, com 3 709 inscritos, e o alojamento e restauração, com 2 396, são outros sectores que contribuem, de forma significativa, para o aumento do desemprego no distrito.

Os administrativos e trabalhadores do sector imobiliário vivem também dias difíceis: 2 044 procuram novo emprego.

Previsões pessimistas de empresários e sindicatos

O desemprego vai continuar a aumentar nos próximos meses no distrito de Braga. É essa a previsão de sindicatos e de associações patronais, e para aí apontam o ritmo quase diário de encerramento de empresas e de despedimentos.

Adão Me ndes, o coordenador da União de Sindicatos de Braga, teme que, até ao final de 2009, o distrito venha a ter 60 mil desempregados.
Também o presidente da Associação Industrial do Minho se manifestou pessimista quanto à evolução do mercado de trabalho, admitindo que, a taxa de desemprego possa vir a situar-se na casa dos 10 por cento.

Os sindicatos do distrito de Braga chamam, entretanto, a atenção para o facto de o aumento constante de desempregados estar a sobrecarregar os serviços do Instituto de Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, atrasando o deferimento e o processamento dos subsídios de desemprego.

Mais de 17 mil desempregados não têm direito a subsídio

Ser desempregado não significa, em muitos casos, ter direito ao respectivo subsídio. De facto, se o total de desempregados nos 14 concelhos do distrito de Braga ultrapassa já os 45 mil, apenas 27 489 recebem subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego, subsídio social de desemprego subsequente ou o prolongamento do subsídio social de desemprego.

Estes dados acompanham o que se passa no resto do país, já que, segundo as últimas estimativas, cerca de 38 por cento dos desempregados portugueses não beneficiam de qualquer tipo de protecção social.

Onde o distrito de Braga está acima da média nacional é no desemprego de longa duração. O Instituto de Emprego e Formação Profissional contabiliza 17 669 desempregados há um ano ou mais, o que corresponde a 39 por cento do total. A média nacional de desemprego de longa duração é de 33,7 por cento. No distrito de Braga, quase metade dos desempregados de longa duração estão na faixa etária dos 35 aos 54 anos.

http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=2420